segunda-feira, 20 de junho de 2011

Um, hibisco.

“A cidade é nossa”, tu costuma dizer quando saímos por aí trocando passos rumo a lugar nenhum, juntando em meio aos dedos entrelaçados ideais de uma vida melhor, implorando aos céus que tudo isso nunca tenha um fim. “O mundo é muito, a rua da tua casa é muito pouco. O que a gente precisa é algo que misture marasmo e caos. Teu coração e o meu”. Eu sorrio, deslumbrada com tuas palavras subindo aos céus como balões de gás que se cansam de estarem amarrados a uma mão sem carinho. Tu sorri, porque é mais fácil ver o mundo com olhos de calma e com o coração livre de qualquer dor passada. Meu nome tá ao lado do teu em casa cartaz espalhado pelas paredes imundas dessa metrópole. Teu nome tá ao lado do meu em cada passo que nossos pés cansados de correr, dão meio a confusão de gente com pressa de tudo. Teus desejos mais secretos correm pelas tuas veias e chegam até mim quando tocas minha pele, como se de mim saísse música. E eu sempre te peço pra voltar, quando a mesma cidade que nos acolhe te quer de volta. Teus braços sempre terão meus abraços, que é pra quando cansares de sonhar a vida encontrar no meu peito um conforto qualquer. O que nós dois temos é muito mais que só amor.

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